O trabalho Movimento Terapêutico nasceu a partir da minha experiência de 26 anos com grupos e atualmente, tem se consolidado com o objetivo de:

  • Resgatar e acolher nossa crinaça interior;

  • movimentar a mente e o corpo a fim de aliviar o estresse;

  • movimentar as emoções para melhorar a autoestima;

  • desestabilizar as convicções e as falsas memórias, perdoando o passado, curando as dores e traumas da infância;

  • chacoalhar os pensamentos limitantes que nos impedem de crescer;

  • e construir relações mais saudáveis no presente.

Movimento Terapêutico significa então, uma mudança de posição, ou seja, um mover(-se) individualmente ou em grupo. Trata-se de um conjunto de movimentos internos e externos que cada um realiza a fim de impulsionar o autoconhecimento e o seu processo de individualização. O símbolo da borboleta exemplifica bem esse processo de mudança interna. Metafóricamente esse processo de autoconhecimento e, consequentemente uma maior individuação, podem ser representados pelas fases em que passa a borboleta até que esteja pronta para voar livremente. Ovo, lagarta, pupa e borboleta.

A borboleta portanto, é o símbolo do nosso trabalho! Representa uma metamorfose interna e externa para crescer e voar livremente!

No Movimento Terapêutico cada um é “doutor de si mesmo” mediado por profissional de cuidado.

Como isto acontece?

O trabalho é realizado, seja em forma de atendimento à família ou a um de seus membros, seja com grupos de profissionais de diversas áreas.

O trabalho terapêutico é vivencial por meio de jogos, brincadeiras, dinâmicas e vivências que promovam movimento do corpo, da mente e das emoções estagnadas.

O Movimento Terapêutico em grupo ou individual, parte do princípio de que todos temos uma criança interior.

O arquétipo da criança interior

  • É tudo o que é abandonado, exposto e ao mesmo tempo o divinamente poderoso, o começo insignificante e incerto e o fim triunfante. A “eterna criança” no homem é uma experiência indescritível, uma incongruência, uma desvantagem e uma prerrogativa divina, um imponderável que constitui um valor ou desvalor último de uma personalidade. (JUNG, vol. IX/1 -pag. 300)

Entende-se por criança interior todos os aspectos imaturos, infantis, que fazem o sujeito sofrer desnecessariamente e em exagero, podendo levá-lo a adoecer. (BOZZA, pág., 128)

A escolha por trabalhar o tema da criança interior em minha prática profissional teve origem na experiência do resgate da minha própria criança quando conheci a Terapia Comunitária Integrativa. O que culminou em um doutorado em terapia de família, cuja tese de conclusão teve seu foco na autoestima, estresse e a relação com a criança interior.

Ao revisitar o passado e resgatar minhas memórias de dor e superação da infância pude ampliar a consciência sobre a minha própria jornada de individuação.   Essa compreensão mobilizou uma maior consciência da necessidade de investir em meu processo de individuação, bem como me ajudou a identificar sintomas, compreender, clarificar, e propor metodologias e práticas terapêuticas para meus grupos, clientes, famílias e comunidades.

Referências:    
 
BOZZA, M. da G. C. Argila: espelho da Auto expressão: um método para manifestação do inconsciente. Segunda edição revisada e ampliada, Curitiba,Ed, do autor, 2015. 
JUNG, C.G (2008). A psicologia do arquétipo da criança (1940). In: Os arquétipos e o inconsciente coletivo. OC vol. IX/1. 6° ed. Petrópolis: Vozes.